quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

E O QUE SE PERCEBE?

Fazendo um apanhado dos lugares visitados e das soluções dadas a cada um deles, o que mais os caracteriza são os espaços semi-públicos e a readequação de algumas áreas.

O espaço público criado pelo vão livre do MASP e o que se quis fazer no MuBE são bons exemplos de como a arquitetura cria, ou pretendia criar, espaços para a cidade, para o uso da população, verdadeiros respiros. Esses espaços semi-públicos também podem ser notados na rua interna e no deck do SESC-Pompéia, no salão caramelo da FAU-USP e no terraço jardim do Centro Cultural São Paulo.

A re-leitura e o re-aproveitamento de certos lugares é sem duvida, a característica mais interessante das obras visitadas. A capacidade que a arquitetura tem de recriar espaços e funções pode ser vista na fábrica de tambores que se transformou na “fábrica de cultura” do SESC-Pompéia, na estação ferroviária que se transformou na Sala São Paulo, na área de um antigo presídio que agora abriga o Parque da Juventude, no aterro de lixo desativado que se transformou na Praça Victor Civita e na readequação de uma construção do fim do séc. XIX para abrigar a Pinacoteca do Estado. Todas essas transformações sendo conseqüência das mudanças que sofreu a cidade e talvez a sociedade.

As soluções arquitetônicas dadas a problemas como a restrição de se construir no térreo, em frente ao Trianom, no caso do MASP, e o recurso de se dividir a torre de esportes em duas, com passarelas ligando-as devido à existência de uma galeria subterrânea de águas pluviais, no caso do SESC-Pompéia, assim como a técnica adotada para se ter uma boa acústica na Sala São Paulo e a solução para se ter menos contato com o solo na Praça Victor Civita, dentre tantas outras, além de serem interessantes por representarem exemplos de bons projetos e soluções, nos dá repertório projetual, e é, sobretudo por isso, que se faz tão importante a vivência desses espaços. Arquitetura se aprende com arquitetura.

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